sábado, 15 de novembro de 2008

Bola Aparte

C’est la vie!


Obama lá ganhou. Yes he did! Os coelhinhos quase parecem sair das tocas com mais confiança, com fé redobrada nos homens, e as plantas estendem os seus ramos e flores para um sol mais brilhante e generoso. É quase como aquela celebração na floresta quando o Império é derrotado no final do Star Wars. Não! Eu brinco. Mas é verdade que desponta uma metafórica primavera na política mundial com a saída de Bush. Cínico que sou, não consegui ficar indiferente a toda a emotividade que rodeou esta eleição, que começava a recear não ver terminada (é que para histórias longas e repetitivas para as quais não se augura fim agradável chega-me a minha própria vida e o processo Casa Pia) .

A questão é que todos precisamos de um bocadinho mais de confiança no futuro global, e se Obama é o estandarte vivo desse sentimento, então exulto porra! Hip, hip, hurra. Acho que só o Pulido Valente não ficou contente, e esse já não se vê contente desde o natal de 87 (parece que o peru tava especialmente bem guarnecido esse ano). Eu digo viva o novo presidente negro com o nome estranho. Boa sorte para ele e para os nossos amigos americanos.

Nós por cá: nada de novo, não é? Alguém puxou de uma suástica como adereço para um desastre de protesto num orgão que, para o bem ou para o mal, parece-me ter sido legitimamente eleito pela nossa democracia. Não vou aqui demonizar a pobre criatura que protagonizou a cena, mas a simples ideia de que o desespero causado pelo défice democrático, que há largos anos fustiga a Madeira, de alguma forma justifica este tipo de acção, é algo de perfeitamente ridículo. O Sr. Deputado José Manuel Coelho devia era ter tirado umas férias. Sair da Madeira. Passar o Natal ao Brasil.

E não é que eu seja pessoa para melindres com suásticas. Sei como se desenham e sei que elas existem e que pessoas as usam para diversos fins. E reconheço que a dignidade daquela vetusta casa parlamentar já se tinha visto manchada em diversas situações, qual delas a mais gritante? Não foi lá que chamaram p*** e mandaram ir cozinhar uma colega parlamentar? Mas esta apanhou-me desprevenido. Discutindo o assunto, alguém sugeriu a questão se aquilo era preferível a defecar em plena sessão. Que posso dizer? Conversas de merda! Mas tendo que escolher, escolhia o cagalhão.

E o partidozinho do Sr. Monteiro ganha publicidade, e ele vai a reuniões com verdadeiras figuras do Estado, discute o assunto e expõe as suas ideiazinhas. E mantêm-se na órbita da política portuguesa, como um pequeno e irritante satélitezinho. Ele e a sua Nova Democracia ressabiada que nunca passou de um fenómeno eminentemente publicitário, de mera circunstância política.
Mais 120 mil professores inundam Lisboa e o braço do Ministério da Educação parece cada vez mais prestes bater na mesa, mas continua a recusar reconhecer algo de errado com a sua política educativa e o consequente mau ambiente que se vive nas escolas portuguesas, mesmo quando este se manifesta na forma de ovos e apupos. C’est la vie.

Por: Francisco Adão

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dança de treinadores em Portalegre

Dinis Santana está de regresso ao Estrela


Estalou o chicote no Futebol Clube do Crato. António Figueiredo não resistiu à onda de resultados negativos que assolou a sua equipa e foi demitido pela direcção do clube.

Entretanto, o FC Crato que se encontra a disputar a III Divisão Nacional já tem um novo treinador. Vítor Nozes foi o homem escolhido para suceder a Figueiredo. O experiente técnico terminou a sua ligação com o Estrela de Portalegre para dar início a uma nova etapa da sua carreira, agora ao serviço do emblema do Crato.

A vaga provocada pela saída de Nozes foi rapidamente preenchida pelo presidente do Estrela, João Martinho. A escolha recaiu em Dinis Santana. O técnico volta a assumir o comando do clube portalegrense onde, recentemente, se sagrou campeão distrital.

Onda Vermelha

Humildade, exige-se!


O Benfica, na quinta-feira, dia 6 de Novembro disputou o 2º jogo da fase de grupos da Taça Uefa.

O meu glorioso perdeu por 0-2 e o resultado é inteiramente justo, não sofrendo qualquer tipo de contestação.

Na minha opinião, se o resultado fosse mais dilatado, não seria escândalo nenhum, pois o Galatasaray foi a melhor equipa em campo, a mais organizada e justa vencedora.

A derrota do Benfica deixa-me triste, mas acho que veio na melhor altura. Esta afirmação pode causar estranheza vinda de alguém que vive tanto o Benfica como eu, mas espero que nos sirva de lição no futuro.

Após o jogo com o Guimarães, os jogadores do Benfica saíram em quase todas as capas dos jornais e quase todos eles a reforçar a mesma ideia, ou seja, que o Benfica era a equipa que praticava melhor futebol em Portugal.

Uma coisa é certa, se os jogos se ganhassem em entrevistas e conferências de imprensa, o Benfica já era campeão. O grande problema é que não basta dizer que somos os melhores cá fora, temos que prová-lo lá dentro; só assim se constrói uma equipa lutadora e vencedora. E contra os turcos fomos uma equipa banal e que foi facilmente manietada e controlada pelos homens que vieram de Istambul.

Que esta derrota nos sirva de lição e aprendamos a ser modestos e que sejamos pelo menos os campeões da garra e empenho e não da oratória.

Quanto ao jogo propriamente dito, teve duas partes distintas, a primeira bastante equilibrada e uma segunda parte em que o Galatasaray foi muito superior.

No meu ponto de vista, a fraca exibição do Benfica esteve directamente ligada à fraca prestação do Yebda, jogador fulcral na manobra da equipa, mas nunca uma equipa da dimensão encarnada poderá apenas depender de um mau dia de um excelente jogador.



Em suma, desejo que esta derrota seja como uma rampa de lançamento para fazer crescer esta aquipa sempre com humildade, mas com muita ambição!

Depois veio o jogo com o Desportivo das Aves, referente à 4ª eliminatória da Taça de Portugal.

O Glorioso venceu o jogo por 3-0 num jogo fácil para a equipa da Luz em que Quique não procedeu a tantas alterações como no último jogo da Taça com o Penafiel.

Talvez por ter apanhado um susto nesse jogo, os únicos jogadores a receberem um voto de confiança foram Moreira, Léo e Binya.
Apesar de terem vencido, praticaram um futebol pouco vistoso e o jogo chegou a ser saturante, tal a apatia e a falta de velocidade e dinâmica da equipa.

Por fim, poderei dizer que o Benfica continua a viver muito da criatividade dos seus elementos continuando a demonstrar pouca ligação entre os vários sectores. Neste jogo, o único aspecto positivo foi o excelente aproveitamento das bolas paradas, resultando delas dois golos e a jogada do terceiro golo que teve uma bela assistência de Aimar para o sempre regular Maxi Pereira que materializou a jogada mais bela do desafio.

De uma equipa como o Benfica espera-se sempre mais e jogar apenas trinta minutos e descansar à sombra do resultado não é para uma equipa que ambiciona vencer todas as competicões em que está inserida.


Águia da semana: Maxi Pereira


Por: António Pereira

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Só eu sei...

Balanço milionário




A semana que passou fica marcada pela jornada europeia histórica do Sporting, cujas consequências, se são em termos materiais objectivamente generosas e absolutamente fundamentais na gestão moderna do clube, são por outro lado absolutamente intangíveis no que respeita ao prestígio granjeado, e no quanto esta conquista se coaduna com o projecto sonhado pelos seus fundadores.

Este Sporting, ao habituar-se a conviver na alta-roda europeia (e estou certo que fará desse convívio um hábito sistemático) está no fundo a reencontrar-se com a sua vocação e com o seu próprio destino, e nós adeptos vivemos tempos importantes deste clube, gerido aliás com dificuldades mas com uma ideia de futuro e com um plano.

Contra o Shaktar, o Sporting foi um conjunto calibrado, de grande sentido táctico e com inexcedível capacidade de controlo de emoções. Foi o Sporting quem desgastou a formação ucraniana e não contrário, fazendo-a sentir que poderia cair a qualquer momento. Um jogo é sempre também um mosaico de emoções, um campo de batalha psicológico, e poucas são as equipas que em campo possuem e demonstram como um todo não só esta noção mas também a capacidade de a moldar e perverter a seu favor.
Já tenho visto o Sporting a fazê-lo e isso é para mim um feliz indício de grande inteligência colectiva!

No que diz respeito ao jogo para a Taça de Portugal com o F. C. Porto, começo por observar com algum cinismo e ironia que mesmo com um afastamento de uma competição a equipa continua a cultivar uma convicta invencibilidade.

O período em que a equipa demonstrou um futebol mais positivo, aberto e vocacionado para o espectáculo acabou por marcar o início de uma derrota. E eu, que professei durante tanto tempo a primazia do futebol ofensivo e belo, vejo-me de repente um fanático defensor do cinismo táctico e do jogo contido, pensado e cerebral. O gosto da vitória corrompe-nos!

Mas atenção que para além da derrota do Sporting no último domingo houve outra: a derrota da complacência e tolerância para com as asneiras dessa tragicomédia que é a arbitragem portuguesa. E atenção que as palavras de Paulo Bento no final do jogo em questão, que tão melindradas têm trazido as tradicionais primas – donas, traduzem não só um sentimento colectivo como constituem em si um eufemismo!

Leão da semana: Liedson


Por: César Paisana Adão

Francisco Mendes vence em Ourém

Divisão de Honra de Santarém – 7ª. Jornada
Campo Adelino dos Santos Júnior
Atlético Ouriense 2-3 CD Amiense

Árbitro: Pedro Lopes Assistentes: Diogo Vicente e João Mendes
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Atlético Ouriense: Tomé; Tordo, Canário, Cláudio Marques, Nuno Sousa; Célio (cap.), Dércio, Dino; Pedro Ribeiro (Ricardo Ferreira), Bolinhas (Ricky), Marco (Leandro)
Não utilizados: Tiago André, Moreira, Rapha, Martins
Golos: Cláudio Marques e Ricky
Treinador: Carlos Gonçalves
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CD Amiense: Nélson; Liká, Tiago Duarte (Rui Gaivoto), Cristiano, Cabé (cap.); Carapito, Hugo Monteiro, Norberto (Tiago Marinha), Abreu; Diogo Diogo, Pereira (Ragner)
Não utilizados: Tiago Travessa, Formiga, Ricardo Rei e Samuel
Golos: Hugo Monteiro, Diogo Diogo e Ragner
Treinador: Francisco Mendes
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............De pirueta em pirueta se chega a nova derrota

O Atlético Ouriense somou nova derrota. Desta feita a equipa oureense perdeu frente ao CD Amiense, um adversário directo na luta pela permanência na divisão maior de Santarém.

Os comandados de Carlos Gonçalves até entraram melhor no desafio mas foram os visitantes os primeiros a marcar, depois de o Atlético ter desaproveitado duas boas ocasiões de golo. O CD Amiense chegou à vantagem aos 14 minutos por intermédio de Hugo Monteiro que, de cabeça, deu o melhor seguimento a um livre cruzado pelo veterano Cabé.

Depois do golo, o Atlético voltou a assumir o controlo total do desafio e foi com naturalidade que chegou ao golo da igualdade. Aos 32 minutos, Bolinhas coloca a bola em Cláudio Marques. O estreante defesa não enjeitou a oferta, fuzilando Nélson.


Ao intervalo a história do encontro revelava um Atlético dominador, instalado no meio-terreno do adversário. Quanto ao CD Amiense, limitava o seu futebol a escassos mas venenosos contra-ataques.

A segunda parte trouxe mais do mesmo. Os oureenses a controlar a partida e os amienses a aproveitarem todas as oportunidades para conduzirem contra-ofensivas rápidas, capazes de semear o pânico na área de Tomé.

O guardião da casa esteve em altíssimo plano quando aos 49 minutos, negou dois golos consecutivos a Norberto, através de duas intervenções fantásticas.

O segundo golo do Atlético chegou pelo pé de Ricky. O avançado, a viver um estado de forma impressionante, tinha rendido Bolinhas quando aos 67 minutos aproveitou a lei da vantagem concedida por Pedro Lopes, após falta grosseira sobre Pedro Ribeiro, para colocar a equipa da casa na frente do marcador.

Estava consumada a cambalhota no marcador. Contudo, não haveria de ser a última pois nos seis minutos finais, o CD Amiense obrigou o placar a nova pirueta.

Aos 39 minutos, Diogo Diogo aproveita da melhor forma um lance em que Norberto faz falta sobre Tordo. A bola chega ao médio visitante que remata para nova igualdade.

O Atlético Ouriense voltou a chegar-se perto da área de Nélson mas aos 44 minutos, Ragner fecha com chave de ouro um contra-ataque muito bonito desenhado por Carapito e Hugo Monteiro.

Ragner colocou um ponto final na partida que terminou pouco depois. Foi mais uma boa prestação da equipa oureense que apenas pecou pela falta de experiência, essencial na hora de congelar a bola. Nota positiva para a estreia de Cláudio Marques. O jovem defesa não acusou qualquer tipo de nervosismo, revelando sempre uma postura autoritária e segura, coroada pelo bom golo apontado.
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Saiba mais na próxima edição do Notícias de Ourém

Dragão Dourado

Reerguidos das cinzas

Tal como havia já previsto no meu último comentário, a semana que agora finda trouxe consigo novidades positivas para o F. C. Porto. Confesso que não acreditava totalmente que os dragões conseguissem vencer as partidas frente a Dinamo de Kiev e Sporting, mas o facto é que conseguiram. Jesualdo Ferreira salvou a pele em duas vitórias sofridas, mas saborosas.

Em Kiev, como em Alvalade, a equipa portista demonstrou que o seu mau momento não foi ainda totalmente ultrapassado. Os erros defensivos sucedem-se, as perdas de bola também, e o jogo azul e branco continua muito individualista, alicerçado em arranques individuais de Hulk, Lisandro ou Cristian Rodriguez.

Só que desta feita a equipa conseguiu vencer, coisa que lhe vinha faltado nos três jogos que antecederam estas duas deslocações. Estes triunfos poderão servir de rampa de lançamento para os dragões, mas acima de tudo demonstram algo muito importante: a equipa ainda acredita em si e no seu treinador. As sucessivas derrotas poderiam ter trazido consigo a desconfiança dos jogadores para com os métodos de Jesualdo. Poderiam originar desalento e falta de confiança aos jogadores do F. C. Porto. Mas isso não aconteceu, para bem da equipa, do treinador e dos apoiantes da equipa.

Na Ucrânia, o poste voltou a dar de si, num remate de Raul Meireles. De facto, a equipa sofreu o golo num momento de jogo em que estava senhora dos acontecimentos. Apesar deste infortúnio, os dragões foram à procura da sorte, e alcançaram-na. Primeiro por Rolando, depois na bola enviada ao poste por parte do Dinamo de Kiev muito perto do final do jogo, e por fim ao minuto 92, quando Lucho fez o golo da vitória. Pena que tenha sido expulso, fruto de uma regra absurda da UEFA. Naquele momento, o médio argentino pensou em tudo menos que já tinha um amarelo. Queria festejar com toda a euforia que o momento merecia, e foi castigado por isso. Uma perda importante para a importante viagem à Turquia, onde uma vitória é suficiente para o F. C. Porto carimbar a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Já na eliminatória da Taça de Portugal, não houve bolas no ferro, mas houve um muito inspirado Helton. O pior parece ter passado para o brasileiro, que no seu jeito “jingão” salvou a equipa na quarta eliminatória da competição. Ainda para mais quando o jogo foi disputado na casa do (ainda) detentor do trofeu.

O jogo foi muito bem disputado por ambos os conjuntos, sendo que o F. C. Porto voltou a mostrar muitas fragilidades defensivas. Contudo, a equipa soube reagir mais uma vez à desvantagem no marcador, e conseguiu, através de um golo de bandeira de Hulk, empatar o desafio. Daqui para a frente o protagonista foi Bruno Paixão, que em noite desastrada estragou por completo a partida. Com os nervos à flor da pele, nenhuma das equipas logrou marcar, e o encontro apenas foi decidido na marca de grande penalidade. Aí, a sorte sorriu para o lado dos portistas, muito por culpa dos dois remates defendidos por Helton.

Aquilo que há a reter desta intensa semana azul e branca é que a atitude dos jogadores do F. C. Porto mudou muito, para melhor. Apesar de os processos de jogo ainda se encontrarem longe de estar solidificados, a equipa parece querer mostrar que o mau momento, vivido nos últimos tempos, foi já ultrapassado.

O próximo desafio, frente ao Vitória de Guimarães, irá ajudar muito a decifrar qual o real estado evolutivo da equipa portista. Estaremos cá para o definir.


Dragão da semana: Helton



Por: Flávio Pedrosa

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bola Aparte

Listen Darling...



É perfeitamente natural e legítima a ideia de que a arte contemporânea é animal raro no nosso país, e que mesmo que aqui passe pouco se demora na sua migração e logo procura pastagens mais verdes e agradáveis. Esse até pode ser o consenso mas a verdade é que temos arte contemporânea em Portugal, só que se esconde muito bem.

Data de 2004 a formação da Ellipse Foundation, uma iniciativa do já coleccionador de longa data João Oliveira Rendeiro com o apoio do Banco Privado Português, que hoje conta já com uma colecção que vai da tradicional pintura a óleo à instalação mixed-media, passando pela fotografia, vídeo, escultura e desenho.

O objectivo é promoção de artistas e da arte contemporânea, não só através de uma política continuada de aquisições e encomendas como por iniciativas na área da formação de artistas.

Vemos uma apetência para artistas que definem como seminais, em actividade desde a década de 70, e também artistas em mid-carreer - que sempre sofrem em Portugal, onde nos habituámos a exultar o início de uma carreira e o seu final, com grandes exposições retrospectivas, ignorando toda a actividade do artista entre esses dois estádios - e novos criadores que vão emergindo neste início de século. A Ellipse tem curadores como Manuel Gonzáles (director artístico da colecção de NY JP Morgan-Chase) e Pedro Lapa, Director do Museu do Chiado. Tem consultores como o curador parisiense Hervé Mikaeloff e o Director do Museu Guggenheim de Bilbau, Ricardo Martí Fluxá.

E o que andam estes senhores a fazer? Pois não é que disponibilizaram a sua colecção de mais de 400 peças escolhidas a dedo e o seu poderoso Art Centre em Alcoitão/Estoril a uma ilustre curadora convidada - Lisa Philips, directora do New Museum de NY – a quem pediram para seleccionar algumas obras e organizar uma exposição. Meu dito, meu feito: aí temos “Listen Darling... the world is yours” que vimos inaugurada no passado dia 11 de Outubro. O título reúne o nome de duas obras seleccionadas, de Jack Pierson e de Gardar Eide Einarson.

É uma selecção que reúne mais de 40 artistas e se pretende representativa das “mudanças radicais pelas quais a cultura passou nas suas dinâmicas psico-sexuais, nos últimos 30 anos” e como estas se vêm espelhadas na arte.

Pelo menos esta é a verborreia com que os organizadores se justificam. A sexualidade está presente, assim como a dinâmica/conflito homem-mulher e as formas como este se tem resolvido na actualidade.

É uma reflexão sobre género, identidade, política e a posição do homem e mulher (talvez mais relevante a parte feminina, pois há muita arte de mulheres) perante o mundo e a arte. Vemos uma das celas de Louise Bourgeois, uma instalação vídeo de Shrin Nestat sobre a sociedade patriarcal do Médio Oriente.

Na fotografia não são esquecidas as séries de Nan Goldin, Laurie Simmons e Richard Prince. Jamie Durham apresenta umas cuequinhas de penas vermelhas a que chamou “pocahontas underwear”. Vão ver que vale a pena a deslocação.


Por: Francisco Adão

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Onda Vermelha

O que parecia fácil, tornou-se difícil!


O Benfica deslocou-se ao estádio D. Afonso Henriques para defrontar o Vitória de Guimarães, num jogo da sétima jornada da Liga Sagres.

Em relação à equipa titular apresentada pelo treinador Quique Flores, notou-se a ausência de Nuno Gomes e o aparecimento do argentino Paiblo Aimar.

O Benfica entrou em campo com grande determinação e personalidade, por isso, cerca dos dezoito minutos já vencia por dois golos de diferença.

O aparecimento do argentino Paiblo Aimar trouxe mais criatividade ao ataque benfiquista e o primeiro golo resultaria mesmo de um passe vistoso do argentino na direcção de Suazo que, com a sua velocidade e técnica, fez o resto.

O segundo golo surgiu através de um livre executado por Reyes e o aparecimento de Sidney de cabeça a alterar o marcador.

Não vou negar que, após estarmos a vencer por 0-2, pensei “até que enfim assistirei a um jogo tranquilo e sem sobressaltos, basta agora fazer uma boa gestão do jogo”.

Pois bem, como me enganei! O Benfica viria a consentir o 1-2, por volta dos 31 minutos, sendo Douglas o jogador responsável pela alteração do marcador. Este foi, a meu ver, um golo bastante consentido pela defesa benfiquista com culpas repartidas entre Luisão e Maxi Pereira.

No entanto, o pior estaria para vir. O extremo esquerdo Reyes, que já tinha visto um amarelo, acabaria por levar o segundo amarelo, por volta dos 44 minutos, após entrada dura sobre Andrezinho. Na minha opinião, foi uma decisão acertada do árbitro, Carlos Xistra, levando o Benfica a jogar toda a segunda parte reduzido a dez elementos.

Desta forma, todo aquele cenário optimista que tinha surgido depois dos dois golos benfiquistas, tornou-se muito cinzento e ao intervalo pensei o pior!

O Benfica teria de jogar toda a segunda parte reduzido a dez elementos, com a vantagem apenas de um golo e com a ausência de um dos elementos que mais consegue acelerar os movimentos do ataque benfiquista.

Na segunda parte do jogo, Quique abdicou da presença de Aimar perto de Suazo, deslocando-o para o lado esquerdo. Desta maneira, o Benfica manteria a mesma estrutura e o sacrificado foi Suazo, jogando sozinho na frente.

Assim, o Benfica abdicou praticamente de atacar, formando um bloco defensivo forte.

Em suma, poderá dizer-se que foi um risco imenso, mas o que conta é o resultado final e Quique com o seu calculismo, arrecadou os três pontos, que é o mais importante. Os “campeões” também se constroem com espírito de luta e sacrificio.

Não tenho por hábito falar nos trabalhos dos árbitros, mas Carlos Xistra esteve em mau plano com uma dualidade de critérios gritante e com nota banstante negativa.

Quanto a Reyes, um jogador com a sua experiência, deveria ter mais calma e não pôr em causa todo o trabalho da equipa.

Águia da Semana: Pablo Aimar



Por: António Pereira

Sporting para a História



O Sporting fez história ao bater o Shaktar Donetsk. Em Alvalade, os verde-e-brancos selaram a passagem quando faltam duas jornadas para o fim da fase de grupos.

Os leões sofreram para vergar a equipa ucraniana e foi preciso esperar pela entrada de Derlei, na ponta final do desafio, para celebrar a passagem aos oitavos de final da Champions League.

A formação de Paulo Bento fez uso de um futebol bastante concentrado e seguro para chegar ao golo que deu a terceira vitória na prova. Para Paulo Bento trata-se “do segundo objectivo cumprido da época”. Depois da vitória na Supertaça, o Sporting “atingiu mais uma meta a que se propôs”.

A noite europeia de ontem trouxe resultados surpreendentes. O Barcelona de Pepe Guardiola, a jogar a meio gás, não conseguiu mais do que uma igualdade frente ao ultra modesto Basileia. Mais incrível foi a actuação do Anorthosis Famagusta que obrigou o Inter de Mourinho a penar por um empate a três golos.

Mais logo será a vez do FC Porto tentar recuperar os três pontos perdidos frente ao Dínamo de Kiev. A equipa de Jesualdo joga uma cartada definitiva com vista ao apuramento para a fase seguinte.

Só eu sei...

Vitalidade em semana decisiva


É tão pouco subtil a nossa imprensa desportiva. Tão rapidamente elegem campeões de Inverno como descobrem mais um caso no balneário do Sporting. Foi triste mas revelador ler numa edição da semana transacta de um dos nossos maiores diários desportivos certo escriba a queixar-se da entrevista concedida por Anderson Polga, na medida em que o defesa central desvalorizava as mini-novelas diariamente atribuídas ao nosso balneário. Esperava com certeza que Polga alimentasse as polémicas que pagam o ordenado a estes argumentistas de série b. E neste parágrafo pequeno processo todo o lixo escrito com que me tentam brindar todos os dias.

Em Vila do Conde o Sporting confirmou todas as boas indicações que tem deixado: está defensivamente sólido e não permite erros ao adversário. O Sporting possui uma equipa suficientemente experiente para saber que neste tipo de jogos é proibido alimentar a confiança do adversário, e com exímia gestão dos ritmos e tempos de jogo, com critério na circulação de bola, a equipa vai sabendo minar as estratégias contrárias até desferir o seu golpe fatal. Não fora o destempero emocional de Derlei, que terá que refrear o ímpeto em embates de maior exigência, e a exibição do Sporting seria imaculada.

Seriamente preocupado deixou-me a actuação criteriosa e cirúrgica do trio de arbitragem, mas como tenho a certeza de que não tardarei a voltar ao assunto nestas crónicas vou optar por não me alongar nesta ocasião.

Um ponto extremamente positivo foi a revelação de esplendor e qualidade do nosso plantel como um todo, uma vez que tanto Pedro Silva como Caneira assinaram exibições de grande rigor e competência. Felizmente é possível identificar sinais de preparação e vitalidade na nossa equipa!

Todos sabemos da importância dos confrontos que se avizinham: um pode marcar uma entrada histórica no mais alto patamar futebolístico mundial, outro é um clássico em que uma vitória é uma afirmação assertiva, de dimensão também psicológica, de que queremos ser melhores que os nossos rivais em toda a linha!


Leão da semana: Liedson


Por: César Paisana Adão

Atlético não acerta

Divisão de Honra – 6ª. jornada
Campo Adelino dos Santos Júnior – Ourém
Equipa de arbitragem:
Adelino Crespo, Gonçalo Freire e Fábio Godinho
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Atlético Ouriense: Tomé; Tordo (Fabien, 80), Canário, Nuno Sousa, Moreira (Leandro, int.); Célio (c), Dércio, Dino (Martins, 70m); Pedro Ribeiro, Ricky, Marco.
Não utilizados: Tiago André, Pimenta, Sérgio Santos, Rapha
Golo: Ricky, 41min
Treinador: Carlos Gonçalves
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SC Ferreira do Zêzere: Gustavo, Hélder, Cajada, Ivo (Celso, 63) Caldeira (c) (Filipe, 60), Cardoso (Coelho, 76) Rato, Rui, Tiago, Duque, Juba.
Não utilizados: Fábio, Valter, Évora, Segorbe
Golos: Caldeira, 2min e Juba, 3m.
Treinador: Mário Pinto
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...................Só coração não chega

A partida conheceu um início atípico. Ainda muitos adeptos não tinham chegado ao Campo da Caridade e já o SC Ferreira do Zêzere vencia por duas bolas de vantagem.

O primeiro golo surgiu aos dois minutos. Na marcação de um livre frontal à baliza de Tomé, Caldeira fez rebentar um foguete nas redes da casa. Um golão do capitão zezerense.

No recomeço, o Atlético perde a bola no meio-campo contrário. O central Juba sai ao lance decidido a aniquilar a jogada, pontapeando a redondinha com vigor. Do ímpeto resulta um alívio tão surpreendente como inesperado, com a bola a terminar o seu trajecto na baliza de Tomé. Um golo alcançado desde muito atrás da linha intermédia que apanhou de surpresa o guarda-redes da casa e o seu próprio autor.

Com 2-0 no placar, o SC Ferreira do Zêzere sentiu ter cumprido a sua missão, recuando no terreno. O Atlético assumiu o jogo, encostando o opositor à sua área. As oportunidades de golo foram-se sucedendo mas apenas aos 41 minutos surgiu o tento da casa. Uma combinação perfeita entre Dino e Marco permitiu ao pé quente Ricky reduzir a desvantagem, na recarga a uma boa intervenção de Gustavo.

O segundo tempo arrancou com Leandro no lugar de Moreira. Carlos Gonçalves abdicou do seu defesa esquerdo, fazendo descair Nuno Sousa para a esquerda e ordenando o recuo de Célio em auxílio a Canário.

O Atlético alojou-se no meio-campo adversário, empurrando a formação de Mário Pinto cada vez mais para trás. Porém, o coração sobrepunha-se à razão, retirando aos homens da casa o discernimento necessário para chegar ao golo.

À passagem do minuto 65, Martins entra para o lugar do seu irmão Dino, intensificando o assalto à baliza de Gustavo. Mas apesar do grande volume de futebol atacante, as oportunidades de golo rareavam. Do lado contrário, há muito que os visitantes haviam abdicado de atacar. Excepção feita a um lance de Celso, derrubado por Tomé na área da casa, a sete minutos do final. Penaltie por assinalar, uma mancha na boa actuação da equipa liderada por Adelino Crespo.

Até ao final do encontro, o rumo dos acontecimentos não se alterou. O SC Ferreira do Zêzere concentrava-se na sua área defensiva, enquanto o Atlético se sentia cada vez mais impotente para alterar o destino dos três pontos.
No final da partida o sabor da derrota decifrava-se no rosto amargurado dos jogadores da casa.

O Atlético esteve 87 minutos em cima do seu opositor mas revelou-se frágil na hora de atacar a baliza de Gustavo.

Mais um passo em falso da equipa de Ourém, à qual nem o regresso ao calor emanado da sua bancada adepta serviu de motivação para feitos maiores.
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Saiba mais na próxima edição do Notícias de Ourém

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dragão Dourado

Em queda livre rumo ao Inferno



Mais uma semana, mais uma derrota. É esta a triste sina do F. C. Porto nesta época. Ao que parece a culpa é dos postes, como se isso chegasse para explicar a falta de ritmo, de intensidade e de seriedade com que a maioria dos jogadores azuis e brancos encaram cada partida.

Desta feita, na Figueira da Foz, o patinho feio foi Nuno. O guarda-redes, que note-se roubou a titularidade a Helton de forma inteiramente justificada, parece mostrar que o seu período de graça na baliza azul e branca já passou, arriscando seriamente voltar a ser a segunda escolha do “professor” Jesualdo. Frente à Naval, o golo sofrido, da autoria de Daniel Cruz, é inteiramente impensável, quando falamos de um guarda-redes de uma equipa de primeira linha europeia.

A colocação de Nuno neste lance, entre a baliza e a linha da bola, sem cobrir o poste mais próximo, é própria de um guarda redes inexperiente e sem estofo. Não sendo propriamente um jovem, o guardião portista mostrou acima de tudo não ser o jogador que o F. C. Porto precisa para a aquela posição. Uma situação a rever.

De resto, mais uma exibição horrível dos comandados de Jesualdo. Previsíveis, lentos, sem acutilância. Em poucas palavras se resume a última derrota do campeão nacional.
E é com esta embalagem que parte para a Ucrânia, onde defrontará o Dinamo de Kiev. Raul Meireles diz que a equipa “está a viver um período horrível”.

A sinceridade do médio contrasta com a calma e passividade de Jesualdo, que parece querer levar a equipa ao fundo com ele. O técnico deve ser o único a não perceber que o conjunto portista não rende, não consegue solidificar processos, e pior que tudo isto, não consegue vencer jogos.

Quando diz não admitir que ponham o seu lugar no clube em causa, Jesualdo ignora por completo tudo o que está por detrás de si. Um clube, um símbolo regional e nacional, uma massa associativa ímpar. Tudo isto é relegado para segundo plano, devido à teimosia de um “mestre” que tem baralhado tudo e todos nesta época.

Será preciso que o F. C. Porto seja afastado de todas as competições em que está envolvido, para que algo seja feito no Dragão. E muito desse futuro será jogado no decorrer desta semana.

Dinamo de Kiev e Sporting ditarão o futuro de Jesualdo. De uma maneira ou de outra,
os adeptos do F. C. Porto terão motivos para sorrir no final da semana. Com aquele sorriso branco que Jesualdo tanto gosta.

Dragão da semana: Raul Meireles


Por: Flávio Pedrosa

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Peluza volta em grande


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Diego Armando Maradona foi o escolhido para comandar a selecção argentina, rumo à África do Sul.
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O melhor futebolista de sempre sucede no cargo a Alfio Basile, confirmando os rumores que apontavam para a sua nomeação.
El Pibe ganhou a corrida a Sergio Batista, seu antigo companheiro da alvi-celeste campeã mundial em 86, e recente campeão olímpico de Pequim.
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Maradona será o responsável pela escolha dos jogadores e pela sua orientação técnica. Tudo sob a alçada do seu antigo seleccionador Carlos Bilardo, empossado no cargo de Director-Geral da Federação Argentina de Futebol (FAF).
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A surpreendente nomeação de Maradona deixou o astro "satisfeito e muito tranquilo", segundo as sua próprias palavras à Agência EFE.
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A estreia de Dieguito está dependente de um detalhe.
A Argentina tem agendados dois particulares: frente à Escócia a 19 de Novembro e diante da França, a 11 de Fevereiro.
Julio Grandona, líder da FAF, tinha garantido que seria Sergio Batista a orientar a equipa no embate frente aos escoceses. Contudo, com a escolha da substituição de Basile a recair em Maradona, falta esclarecer quem estará no banco no próximo dia 19.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Atlético volta a perder

Em desvantagem ainda antes de começar


GD Samora Correia 3-0 Atlético Ouriense
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Divisão de Honra de Santarém – 5ª. Jornada
Estádio da Murteira – Samora Correia
Árbitro: Francisco Nobre Assistentes: Marco Lemos e Pedro Freire
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GD Samora Correia: Fábio; Praia, Bruno Daniel, Martim, Ricardo Marta; Nuno Teixeira (Sandro Letra), Luís Pedro, Paulo Sérgio (cap.); Mourato, Emanuel (Marquinho), Bruno Pedro (Ruben)

Não utilizados: Carrelhas, Carvalho, Tancredo e Torrão

Golos: Emanuel, Mourato e Mika (pb)

Treinador: Paulo Eira
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Atlético Ouriense: Tomé; Tordo, Canário, Mika, Nuno Sousa; Célio (cap.), Dércio (Bolinhas), Dino; Pedro Ribeiro, Ricky (Leandro), Marco Pereira (Martins)

Não utilizado: Rapha.

Treinador: Carlos Gonçalves
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O Atlético Ouriense somou nova derrota. A jogar de novo fora de portas, a equipa de Ourém experimentou inúmeras dificuldades ao longo de toda a tarde.
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O jogo começou com cerca de dez minutos de atraso devido à chegada tardia da comitiva oureense, ao Campo da Murteira.
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O Atlético entrou bem na partida, envolvendo-se na luta pelo golo. Cedo se percebeu que a história do desafio estaria condicionada à acção de jogadores inspirados como Pedro Ribeiro, do lado oureense, e Paulo Sérgio, Mourato ou Emanuel, do lado da casa.
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Aos 33 minutos surgiu a melhor ocasião de golo de todo o desafio. Pedro Ribeiro rasgou a defesa contrária, pela direita, oferecendo o golo a Marco. Porém, o avançado falhou na cara de Fábio, possibilitando-lhe uma defesa fácil.
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A partir deste momento a equipa visitante não mais se encontrou. O lance marcou o final de um período em que a atitude desinibida dos homens de Carlos Gonçalves, agradava a quem assistia ao encontro.
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Pouco depois surgiu o primeiro golo do desafio. Emanuel recebeu a bola na direita, rematando forte à entrada da área para o primeiro da tarde. O golo inaugural terminou em definitivo com o bom momento oureense. Até ao intervalo o GD Samora Correia teve boas oportunidades para dilatar a vantagem.
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A segunda metade começou com o segundo golo do desafio. Mais uma vez Emanuel a fugir na direita mas agora para assistir Mourato que, com Tomé a seus pés, adornou o lance com um toque subtil para golo.
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O terceiro golo chegou pouco minutos volvidos. Mais uma vez pelo lado esquerdo da defesa oureense mas agora com novo protagonista. Mourato ultrapassou Nuno Sousa, cruzando para o interior da pequena área. Tomé esperava pela bola mas não contava com a traição de Mika que introduziu a bola na sua própria baliza.
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O jogo passou a ser um martírio para as duas equipas. O GD Samora Correia fez descansar as suas melhores pedras. O Atlético preocupava-se apenas em resguardar a sua baliza.
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Foi a quarta derrota em cinco jornadas para os oureenses. A equipa entrou bem no desafio mas a perdida de Marco, aos 33 minutos, condicionou de forma estranha o desenrolar da partida. Os oureenses voltaram a evidenciar uma falta de confiança anormal, numa equipa que já mostrou ser capaz de fazer bem melhor.
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Saiba mais na próxima edição do Notícias de Ourém

Gavionenses em primeiro

Gavionenses lidera em ano de aposta forte



O Clube de Futebol “Os Gavionenses” lidera a primeira divisão do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Portalegre. Depois de bater o ACD Esperança, por quatro golos sem resposta, no passado Domingo, a formação de Mazzo ascendeu ao primeiro lugar isolado.

O clube da vila de Gavião está no primeiro posto da competição fruto do bom desempenho registado até agora. O plantel treinado pelo experiente Mazzo conta com cinco vitórias e apenas uma derrota, perfazendo um total de 15 pontos em 18 possíveis, deixando toda a concorrência para trás.

“Os Gavionenses” fazem condizer a boa perfomance com os objectivos propostos para esta temporada. A meta traçada pela direccção, passa pela conquista do campeonato e a consequente subida de escalão, que colocaria o clube no Campeonato Nacional da 3ª. Divisão, algo que não acontece há muitos anos.

A aposta forte na equipa sénior acontece num ano fulcral da história do emblema centenário que recentemente inaugurou o tapete de relva sintéctica colocado no seu campo.

No passado dia 21 de Setembro, a população da vila alentejana rumou ao Campo do Salgueirinho para assitir de perto a um acontecimento histórico para a colectividade. A inauguração do relvado artificial constituiu somente o consolidar da primeira fase do projecto de reestruturação do parque desportivo gavionense. Para mais tarde ficarão as segunda e terceira fases que consistem na edificação de novos balneários e na construção de uma bancada central.

A liderança da prova, aliada à modernização do Campo do Salgueirinho, são motivos de “orgulho e satisfação” por parte de José Pernadas, dirigente do clube. Porém, o director não centraliza o bom momento da instituição na sua equipa sénior. Para José Pernadas torna-se “necessário não esquecer que o clube tem mais do que uma equipa de futebol”. Para além da equipa sénior, “Os Gavionenses” têm também equipas nos seus escalões de formação e foi a pensar nelas “que a direcção se empenhou neste projecto”.

Só eu sei...

Cada vez mais fortes e consistentes!

Foto: sporting.pt

Não alinho no discurso geral da imprensa desportiva, na tradicional prepotência e dramatismo com que castiga um jogo menos conseguido do Sporting. Onde muitos descortinaram um autêntico fracasso em Paços de Ferreira, eu vi uma equipa combativa e solidária, embora pouco inspirada em virtude do cansaço.

Eu que tinha inclusivamente acusado Grimi de não andar nos seus melhores dias, tenho agora, por um imperativo de justiça, de reconhecer que até o lateral fez uma boa exibição, forte a defender mas sem virtuosismo ofensivo, à imagem da restante equipa.

O balanço da situação na Superliga nada tem então de trágico, ao contrário da versão de certos arautos (precoces) da desgraça: numa altura em que já visitámos equipas como o Braga, o Benfica e o Paços de Ferreira, estamos a 3 pontos da liderança, que não está na posse de nenhum dos nossos adversários directos. A equipa está moralmente recuperada de dois dolorosos desaires, está em excelente posição para atacar a liderança, e vem jogando com cada vez mais solidez e coerência táctica. Está, em suma, cada vez mais forte e consistente.

Mas o que mais me apraz destacar esta semana é a maravilhosa vitória alcançada na Ucrânia para a Liga dos Campeões. O Sporting demonstrou neste jogo uma enorme capacidade de sofrimento e demonstrou acima de tudo possuir do seu lado um factor não linear que só acompanha as grandes equipas, as verdadeiramente especiais: sorte! Não uma sorte aleatória, mas o tipo de sorte que de forma intrínseca protege as formações experientes, pacientes e psicologicamente mais preparadas. O veneno servido aos ucranianos é típico de uma equipa convicta e preparada.

O Sporting ainda não conseguiu o apuramento, mas já mostrou que o deseja e que é suficientemente maduro para o atingir, e sentir o Sporting pronto para entrar no lote das melhores equipas do mundo é para mim, como adepto, um grande motivo de orgulho!

Leão da semana: Liedson


Por: César Paisana Adão